27/04/2011

A guerra do bem no mundo virtual

Imagens antigas trazem
o passado de volta
As ferramentas atuais do mundo virtual, as redes sociais, como Facebook e outras, são belas oportunidades de compartilhamento de informações. Familiares, amigos do passado, conhecidos, ex-colegas de aula, apartados do convívio pelos caminhos que a vida vai traçando, podem se reencontrar, ao menos na tela do computador. É um bom serviço que estes tempos de informação instantânea tem prestado a todos nós. Outro é o lado do entretenimento, importante também nestes tempos de stress, de busca de resultados e de competição exagerada. 
Os álbuns de fotos do passado que os amigos publicam são muito interessantes. Têm a força de chamar o passado para o presente. Além disso, é um exercício no mínimo interessante observar os modelitos usados pelos jovens, os cabelos esvoaçantes de outrora, os acessórios que se encontravam na moda. Aí se denota, também, o efeito que a passagem do tempo impõe ao indivíduo. Por aqui e por ali nota-se que o tempo, este impecável senhor que consome a cada dia um pouco de cada um de nós, tem sido bondoso com alguns e extremamente cruel com outros tantos. O bonitão do passado, com algumas décadas de intervalo, virou um senhor de respeito. A bela jovem, cristalizada no meio de tantas meninas no baile de debutantes do GAO, parece favorecida pelo passar dos anos.

20/04/2011

Digas o que vestes que te direi quem és

Simplicidade nos trajes do homem
pré-histórico

Não se sabe ao certo quando iniciou o costume humano de cobrir o corpo. As primeiras vestes, afirmam os estudiosos, eram pedaços de peles de animais largados aleatoriamente  visando reduzir o impacto das intempéries. Já na Pré-história, identificam-se os primeiros sinais de que a roupa poderá diferenciar os homens. O valentão, que eliminou um urso, desfilava garbosamente introduzindo aquilo que, milhares de anos depois ficou conhecido como marketing pessoal. Esnobismo, exibicionismo e outros ismos são, assim, meras decorrências do ato primitivo.

13/04/2011

As mães de Realengo

(Arte sobre foto)
Em Aquele Abraço, Gilberto Gil nos apresenta um Rio de Janeiro sorridente, lindo, leve e solto. Entre os alôs, Gil destina um ao Realengo, bairro de classe média alta, tranquilo e próspero. A história do bairro, no entanto, mudou radicalmente na semana passada. Ao invés da tranquilidade, da serenidade, a insegurança, a reocupação, a dor e o sofrimento espalharam-se para todo o mundo. Um único ser, em sua insana vivência, movido pelo seu lado mais sombrio, sepultou 12 adolescentes, que insuspeitadamente se dedicavam a uma das tarefas mais gratificantes que a civilização implementou: a busca pela instrução.

07/04/2011

Fortunas e merrecas no mundo do espetáculo

O mundo do espetáculo é um mundo diferente. Os valores que circulam por ali são surreais. Em Hollywood, um único ator, segundo levantamento da Revista Forbes, pode receber a montanha de 130 milhões de dólares em uma única película. Foi o que recebeu o ator americano Johnny Depp, o mais bem pago do cinema americano. Diante dele, Brad Pitt, 10º colocado na lista, é um pobre coitado, com meros 27 milhões de dólares.
Lógico que, se o ator principal ganha tudo isso, é porque o produto vai arrasar. O estúdio recuperará o valor logo em seguida, através de uma bilheteria estupenda nos cinemas. Lucrará, ainda, vendendo o filme para as tevês fechadas, lançará DVD, bonés, camisetas, bonecos, jogos e uma série de produtos que darão um lucro substancial.

30/03/2011

A magia dos bolinhos de chuva

É um despropósito o que tem chovido neste início de Outono. Quem aguardava algo como um prolongamento do Verão, enganou-se. O tempo mais parece o Inverno, com seus dias chuvosos e frios.
E a chuva me remete a um tempo de tardes vazias. Uma verdadeira tortura. Com a chuva presente, nada de atividades na rua. Os amigos de bola, de diversão, de traquinagens, permaneciam inertes em suas casas. As mães não permitiam qualquer incursão à rua. Com sete, oito ou nove anos, entendiam que era necessário o resguardo. Restava-me a pequena janela, de onde observava um mundo onde a atividade mais vibrante era a dos pingos de água caindo e formando poças no nosso campinho. Até os cuscos se escondiam nos dias de chuva.

29/03/2011

História de um furo mundial

Gêmeos de Cândido Godói
Cada vez que aparece esta história do número exagerado de gêmeos de Cândido Godói na imprensa lembro de uma matéria que escrevi para um jornal de Santa Rosa sobre o assunto. Era um fato inusitado. Numa pequena comunidade, na Linha São Pedro, interior de Godói, boa parte das famílias tinha gêmeos. Não havia explicação para isso.
Alguns chutavam que a água do local tinha algum componente que favorecia de alguma forma à fertilidade podendo, inclusive, influenciar no nascimento de gêmeos. Chegou-se até a cogitar a influência do médico nazista Mengele que teria desenvolvido pesquisa envolvendo famílias descendentes de germânicos, escondidos naquele pedaço de chão.
Independente das conclusões atuais, o que me deixou intrigado, e satisfeito ao mesmo tempo, foi a revelação de moradores daquele Município da história da matéria que fiz e que desencadeou este processo todo, chegando ao estudo científico do caso. Segundo relato do morador Ivo Ferreira dos Passos fui procurado para fazer uma matéria sobre um minhocário. Não obstante, contrariando o combinado, divulguei a existência dos gêmeos na comunidade.

23/03/2011

O silêncio oriental diante do caos

Um terremoto que destrói centenas de prédios, milhares de vidas consumidas, corpos resgatados dos entulhos. Um tsunami que inunda cidades, destruindo ruas, pontes, praças, engolindo gente. Pessoas procurando familiares que se perderam. Falta de luz, pane na comunicação. O deslocamento das placas tectônicas e a violência das águas causaram outros males. Atingiram usinas nucleares. Caos. Não é o apocalipse, o fim do mundo, o final dos tempos. Muitos  dramas num mesmo lugar. No Japão. Tão distante dos olhos, tão presente nestes tempos de instantaneidade da informação. A força incontida da natureza mostrando novamente as garras. Tem sido comum nos últimos tempos.

16/03/2011

Nos tempos da magrinhagem

Cascalho  - imagem:carosouvintes.com.br

Ser magrinho nos anos 70 era ter um estilo pessoal. Cabelos longos, em desalinho, camiseta, calça apertada na canela e jaqueta jeans. Havia, também, as calças com boca de sino, muitas delas alargadas com uma nesga com uma cor diferente. O magrinho era o jovem descolado, urbano. Era o cara que jogava uma mochila nas costas e ia para a praia ou para Santa Catarina de carona. 
Os termos magrinho, magrinhagem, ganharam força na voz do Cascalho, o Carlos Contursi, que comandava um dos programas jovens mais apreciados de então, na Continental AM 1120 - a Superquente-, o  Cascalho Time. Nas sociedades, Contursi promovia o Baile dos Magrinhos.