As lendas são contos fantásticos, que explicam o surgimento das coisas. Há lendas para tudo. Aqui no Brasil há lendas que explicam o aparecimento da mandioca, do açaí, do guaraná, todas elas de origem indígena. Em todas há um ponto em comum: o sofrimento de alguém numa tribo deu origem a um fruto que se tornou importante para os índios. O produto mais apreciado pelos brasileiros na atualidade, no entanto, escapa a este padrão.
O apreciado café, cujo surgimento real ninguém ousa datar, teve sua origem lendária bem longe daqui. Conta-se que na Etiópia, há mais de mil anos, o pastor Kaldi notou que suas cabras aparentavam contar com energias renovadas após consumir uma fruta amarelo-avermelhadas de uns arbustos que nasceram por acaso em seu campo. Resolveu narrar a história um monge, que apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Após usar os frutos na forma de infusão, percebeu que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. A descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.







