| Ron Ely (Tarzan) e Chita |
Ron Ely queria ser Tarzan. Tinha tanta vontade que leu toda a obra de Edgar Rice Burrougs. Porém, não cabia na descrição do personagem. Era alto demais, magro demais, loiro demais. Tal qual Tarzan, nunca desistiu. E, no fim, depois dos testes, ganhou o papel na série televisiva que sucesso estupendo fez nos anos 70. Era tanto empenho que dispensava os dublês. Dentes e costelas quebradas, arranhões, distensões, acidentes leves, médios e graves eram rotina no set.
Nos sábados à tarde, minutos após o episódio semanal, minha turminha – cinco ou seis meninos de nove ou dez anos, corríamos para a nossa selva no campinho da Dona Guria, na esquina das ruas Barão do Rio Branco e Pinheiro Machado. Ali, entre pés de maricás e mamoneiros, enfrentávamos animais selvagens, vencíamos rios caudalosos. Um perigo atrás do outro, oculto detrás de cada árvore, de cada moita.






