A cena deve se repetir por todo o Brasil. A dona de casa, caprichosa como ela só, comprou um sofá novo. O outro, que perdeu o lugar na sala, puído pelo uso não serve mais. Como a madeira que o sustentava foi vítima da ação predatória dos cupins nem o mais pobre dos pobres da vizinhança o aceita como presente. Sem pestanejar a diligente dona encarrega dois meninotes para sumir com o móvel. Como a paga é pequena, dois picolés de suco, carregam o pesado sofá até um terreno baldio e ali o abandonam.
Claro que a historinha acima foi gerada pela minha criativa mente. Porém, mesmo que com uma ou outra variante, não encontro outra explicação para o número exagerado de sofás, cadeiras sem um dos pés, geladeiras sem portas, mesas claudicantes e armários sem serventia que são abandonados em terrenos baldios em nossa cidade. As pessoas resolvem os problemas de falta de espaço nas suas casas e largando as quinquilharias que um dia serviram por aí.







