O fácil acesso às redes sociais democratizou sobremaneira a opinião. No passado somente estavam autorizados a publicar seus pontos de vista alguns poucos escolhidos pela mídia. Agora, com um computador e com uma conexão o sujeito solta o verbo. Assuntos em profusão, opiniões para todos os gostos. Não são necessários conhecimento, prudência e nem perícia. A liberdade é total. Com isso, a negligência com a língua é marcante. Não satisfeitos em curtir e compartilhar, os espertos ainda se deixam levar pela delícia de comentar. Aí, sai da frente!
Alguns conseguem o exagero de engatar quatro a cinco erros em uma linha. Não é incomum cansaço virar “cançaso”, princesa virar “princeza”, exceção virar “excessão”, a gente (nós) se transformar em “agente” (secreto? funerário? de viagens?). A desculpa mais corriqueira é a “preça” (perdão!), a pressa. Digitar rápido potencializa o erro. É correto. Quanto mais rápida a resposta, o comentário, mais próximo do erro se encontra o indivíduo. Porém, que tanta pressa é essa que não dá tempo para uma mísera revisão? Que imposição é essa de que tudo tem que respondido num flash? E a qualidade? Foi suplantada de uma vez em detrimento da destreza, da rapidez?