E durante toda a noite, os casais rodopiarão
pelo salão apinhado |
Quando
raramente alguém morre por ali, a vila toda se compadece. E todos
choram ao redor do caixão e abraçam os familiares com verdadeiro
pesar. Lembram passagens de glória do morto e dos tempos em que era
um indivíduo cheio de virtudes. Alguns lançam aos céus sua
inconformidade. Questionam Deus que o levou. E há os ajudam nas
lides dos atos fúnebres. Alguns se encarregam de avisar os parentes
que moram mais longe. As tias mais velhas invadem a cozinha. Fazem
café forte para enfrentar a noite. Algumas trazem biscoitos feitos
no dia anterior. E sempre haverá alguém que fornecerá mel, salame
e queijo colonial. Os donos de casa perdem a direção do lar. Devem
se ocupar tão somente de viver a tristeza da perda. É para isto que
estão ali. E todos vão contribuir para que isto aconteça.






