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| A. Agostini, Escravos no Tronco, Revista Ilustrada, Século XIX |
Houve um tempo em que era normal a tortura como método de averiguação da verdade. Era uma forma aceitável e bastante prática de investigação. Como a carne é fraca e se trai diante da dor, como os músculos se comprimem e se distendem aumentando o sofrimento dos corpos e mesmo dos espíritos, os inventores foram sábios em criar instrumentos de tortura que brincavam com a fraqueza dos seres. Estudaram com engenhosidade as limitações humanas e, ardilosamente, desenvolveram uma maquinaria capaz de dobrar e corromper o mais duro dos homens. E, bingo, a ação sempre atingia o objetivo do torturador. Misteriosamente, o inquirido confessava. E mais, dedurava quem pudesse, arrastando outros tantos para o corredor da verdade.







