Nos
tempos antigos, os locais mais distantes careciam de meios de acesso.
As comunicações, por isso mesmo, eram difíceis. O progresso vinha
a pé. As notícias envelheciam nas estradas empoeiradas. As
visitações eram precárias. O mundo era lento. E o tempo, por isso
tudo, transcorria sem tanta pressa.
Aqui,
neste cantinho do mundo, que hoje chamamos de Rio Grande, charruas,
tapuias, guaranis, kaingang e carijós amassavam com seus pés o mato
nascente formando trilhas pelas quais se deslocavam em busca de caça
e do sol. Não havia pressa nem pecado no Sul do Equador. Os homens
de então viviam por aqui envolvidos nas suas atividades mais
básicas. A ordem era viver sem pressa. Não suspeitavam que, na
distante Europa, os romanos pavimentavam suas estradas com pedras
regulares para que seus cavalos corressem arrastando as bigas por
léguas e léguas. Lá havia pressa. O mundo por aqui era mais lento,
mais primitivo.







