Nossos olhos captam o movimento
do mundo à nossa volta. E não estamos sós. Os olhos dos outros captam nossos
movimentos. E assim, trocando olhares, vamos seguindo nosso caminho por aqui.
Olhamos e somos olhados. E nossa imagem vai sendo medida. Nossos passos vão
sendo analisados, sem maldade, sem interesse. Ou com maldade e com interesse.
Até
que ponto o olhar do outro interfere no nosso dia a dia, no nosso modo de
viver? Há quem diga que não se preocupa com o que os olhos dos outros captam.
Será verdade?
Quando cursava Letras, na Facos, participei de
um curso de teatro. Os anos 80 estavam
no seu auge. Desejava aprender algo mais, algo novo. Queria algo que
efetivamente contribuísse de algum modo
para construir um novo olhar sobre a realidade. E a realidade artística,
convenhamos, é sedutora.







