Um dos termos mais usados nos
últimos tempos na mídia, na rodinha de café, na de chimarrão ou na mesa de
bares, entre uma cerveja e outra, entre um petisco e outro, entre uma risada e
outra, é corrupção. Há um forte apelo para condenar todos quantos corruptos
forem encontrados no solo pátrio. Saudável, isso. Desejável, com certeza.
Porém, como tantos termos que são usados com tanta insistência, a expressão vai
se desgastando. No caso específico, podemos afirmar com a mais firme das
convicções: todos sabem exatamente o que é corrupção. Mas, convenhamos a
maioria não conhece a extensão que o termo carrega.
24/08/2015
11/08/2015
Baile de Máscaras
O calmo e silencioso bem que pode guardar dentro de si um
vulcão. Dominado durante o dia, escanteado pelas tarefas improrrogáveis,
abafado pelos afazeres comuns, lentamente vai se mostrando. E,
imperceptivelmente, se prepara para virar o jogo. E é à noite, quando tudo o
quanto é rotina se esconde, quando os sons são raros e o tempo aparentemente
deu uma trégua, que a lavra fervilha. O
estômago esquenta, as pernas parecem pegar fogo. Aí não há sono que apareça Não
há calma e tranquilidade que resistam. De nada adianta contar carneirinhos nem
vacas nem pássaros nem elefantes nem sementes de milho ou de feijão. Não há
criatividade nem técnica que esfrie o calor que vem de dentro, acendendo fogos
que bem pareciam cinzas de um passado tão distante.
O
frenético e agitado, visto assim pelos olhos dos outros, bem que pode guardar
dentro de si um lago de águas límpidas, mansas e pacíficas. E, tão logo saído
das lides diárias, pode fechar a porta de casa e se entregar à tranquilidade
que o transborda. Aí não haverá tempestade que o faça tremer nem ventos que o
tirem do prumo nem surpresas que o tire do rumo.
Quando
a multidão caminha cada um é apenas multidão. Não há um rosto, não há uma
identidade. Há a multidão tão somente. Uma massa uniforme que se move num só
sentido. A soma de todos os que caminham por ali. Porém, o olhar mais atento, identificará que
a unidade não existe. São seres, são indivíduos, são histórias únicas que se
movem. No entanto, sem tempo para dizer “ei, eu sou assim”, “ei eu sou assado”.
O calmo e silencioso que carrega um vulcão dentro de si ou o frenético e
agitado que guarda silencioso lago nas suas entranhas caminham como tanto
outros. A multidão os engole no dia a dia.
A
imagem é clara. Não sei quem disse, mas quem disse isso certamente o fez com
sabedoria: os indivíduos constroem suas máscaras ao longo dos tempos. No
público apresentam o que de melhor produziram. No particular, no entanto, jogam
a máscara de lado e viram vulcões ou lagos, mostram os dentes de raiva ou
impulsionados por um sorriso leve e verdadeiro.
De
algum modo, o dia a dia é um baile de máscaras. E os mascarados caminham para
lá e para cá. E se misturam com a multidão, formando uma só massa. Vulcões e
lagos trilhando lado a lado os caminhos que lhes cabem.
04/08/2015
O Jardineiro
A turma recebeu a tarefa de
produzir um trabalho em grupo. Os grupos foram cuidadosamente separados pelo
professor. Os alunos, de quinta ou sexta série,
tinham liberdade total para criar a partir de determinado tema. Jogral,
que invariavelmente caminhava para o rotundo fracasso; distribuição de impressos em mimeógrafos, que
agradava a todos menos pelo conteúdo, mais pelo forte cheiro de álcool que
inebriava toda a classe; coreografias das mais diversas, que, em regra, mais
constrangimento causavam do que prazer aos artistas e mesmos aos diletos
expectadores.
Nosso
grupo, não sei porque raios, escolheu fazer alguma coisa parecida com o teatro.
Não era uma peça, pois o tempo era diminuto. Era um esquete. Alguém assumiu a
coordenação. Um ou dois outros se puseram a bolar toda a trama a ser
representada. Algumas poucas reuniões foram realizadas. Sei que chegou num
determinado momento e tudo estava rigorosamente pronto. Não abri a boca nas
reuniões nem fiz exigências quanto ao papel que me caberia. Pelo contrário,
intimamente minha timidez torcia para que de algum modo a tarefa fosse
cancelada e não necessitássemos de uma exposição que antevia seria um grande
desastre.
Ficou
estabelecido que alguns colegas produziriam algumas coisas em casa. O cenário
ficou para alguém, a sonografia ficou para outro, os figurino e assim por
diante. Certo que faltou supervisão.
No
dia marcado para a apresentação, o grupo foi se postando no local determinado.
O nervosismo era visível. E aumentava ainda mais quando fomos constatando que
não havia nada de cenário, nada de sonografia e nada de figurino. Como a
tragédia não era pequena, constatou-se, ainda, que alguns membros do grupo não
tinham sequer falas. Eu era um deles. E aí foi aquela correria para a improvisação.
Lembro que não havendo como incluir novos personagens naquela bagunça coube-me
o nobre papel de jardineiro. Sim, jardineiro. Só que não havia ancinho nem
tesoura nem pazinha. Flores então, nem
pensar.
E
o tal esquete foi apresentado com notável falta de entusiamo no grupo e na
plateia. E não falei palavra. E não ouvi aplausos. Só alguns risos verdadeiros.
E o professor, que dava a nota na hora, considerou aquilo tudo um lixo. E ainda
falou abertamente do desgraçado do jardineiro que além de não falar nada, ainda
ficou de costas para o público, algo totalmente contra a boa arte da
representação.
Se
o vexame coletivo marcou de algum modo minha existência estudantil, não foi
suficiente para eliminar a minha admiração pelas pessoas que conseguem com
maestria, com gestos simples e leves tornar o mundo (muitas vezes cinzento
demais) em algo mais colorido, mais belo e aprazível.
30/07/2015
Dona Carochinha
Dona Carochinha mora na floresta.
Vive cercada por outros bichinhos. Convenhamos, bichinhos é modo de falar. Ela
vive cercada de outros tantos pequenos como ela, não tão pequenos quanto ela e
outros, maiores, muito maiores, do que ela.
Ela é uma doce pessoa. E se mistura com os pequenos, os médios e os
grandes. E, como se mistura fácil, fica sabendo o que acontece em todos os
lugares. Mas, Dona Carochinha não se contém em saber. Ela é mestra, também, em
divulgar o que sabe.
De
certo modo, Dona Carochinha transforma tudo o que sabe em fato público. Algumas vezes tudo fica por isso mesmo. Os
envolvidos não dão bola e tudo fica na paz. “Ora, isso só pode ser coisa da
Dona Carochinha!', diz alguém. “Essa Dona Carochinha não tem jeito, mesmo. Uma
hora ela vai entrar numa grande confusão!”, diz outro. Assim, tudo ia às mil
maravilhas. As confusões eram de pequena monta. E os prejudicados não buscavam
grande aprofundamento. Sabiam que Dona Carochinha era uma exagerada. Acabava
misturando fatos verdadeiros com ficção, com seus sentimentos e com suas
fantasias. Ocorre que chegou alguém novo na floresta. Não conhecia Dona
Carochinha nem fora apresentado ainda à sua mania de compartilhar as coisas.
Dona
Carochinha não tinha muita noção do perigo. E foi justamente bisbilhotar o novo
morador. E saiu, como de costume, a ouvir tudo o que sabia sobre ele. Quando
chegava em casa, o que fazia pela manhã, o que fazia pela tarde e assim foi
montando o perfil do indivíduo. E pesquisando sua rede social foi criando o
personagem. E saiu por aí a dar notícias a todos que encontrava. Parava na
calçada e gastava bom tempo na ladainha. E saía dali e ia ao cabeleireiro (quem
disse que na floresta em questão não existem vaidades?). E onde há vaidades há um
cabeleireiro à disposição. E enquanto arrumava as madeixas, despejava tudo o
que sabia. Mal tinha tempo para respirar de tal forma que sentia mesmo certa
falta de ar. As bochechas ficavam vermelhas, a voz parecia que ia sumir.
Dava
um tempo para que um pouquinho de ar fosse renovado nos pulmões e desatava
novamente em franca conversa. Debulhava o que sabia, o que não sabia e o que
nunca saberia. Largava o verdadeiro, o possível e até o impossível. Ocorre que
o confidente nem sempre era o mais indicado. E ele, tal qual Dona Carochinha,
era dado à difusão do conhecimento. E gastou o dia a noticiar o que soubera
sobre o novo morador. E a floresta toda começou a conversar. Até que chegou nos
ouvidos do dito cujo.
E
o dito cujo não era de brincadeira. Procurou Dona Carochinha. E, tão logo a encontrou, pisoteou o que pode.
Dona Carochinha em segundos se viu diante de uma inteligência suprema da
floresta. E, ainda sentindo as dores no corpo, perguntou o que houve. “Ocorre
que ganhastes o dom da informação. Tudo chega em ti. Porém, nem tudo o que
sabes deve ser dito. Aproveita o conhecimento para te fortalecer nunca para
reduzir o outro”, disse o sábio.
23/07/2015
Da chuva e do sol
Chove. Venta um pouco. Raios
iluminam a noite escura. A luz entra pela janela. Os trovões acordam aqueles
que tentam dormir. Chove novamente. O inverno avança. A temperatura cai. Vez
por outra se juntam chuva, vento, raios e trovões e assustam as meninas e os
meninos que cobrem a cabeça com o cobertor. Não há cobertor que resista à forte
luz dos raios e ao barulho ensurdecedor dos trovões. No passado diziam os avós aos netos que o barulho
era porque São Pedro jogava bolão no céu. Esperava-se o barulho dos pinos
caindo e sendo erguidos pelo mecanismo. Mas, nada! Só a pesada bola correndo
pela pista.
E
num som mais estridente, alguém corre para tirar a tevê, o micro-ondas e o som
da tomada. A avó se vê dizendo em tom de mantra "Santa Bárbara, São Jerônimo; Santa Bárbara, São Jerônimo".
É
inverno no Sul. A água da chuva toma conta dos pátios, das casas, das ruas, dos
bairros e das cidades. Afasta as pessoas de suas casas. Vira manchete de
telejornal. Rio sobe e desabriga pessoas. Forte chuva derruba postes. Falta
água aqui e acolá. Céus! Onde estamos?
Eis
que o sol, que esteve tão preguiçoso por um bom tempo, coloca as manguinhas de
fora. No começo tímido se esconde atrás de nuvens pesadas. Sol e chuva,
casamento de viúva. A água vence e atemoriza de novo. E vira o assunto do dia.
“Quando vai parar de chover?”. Difícil encontrar alguém que não pergunte isso.
Difícil quem não arrisque um palpite: “parece que amanhã ela vai embora!”.
Os
meses passam e chega a seca. E a chuva quando virá? Que calor! Tá tudo seco,
precisando de uma chuva. E os telejornais falarão dos dias de sol e da falta
que a chuva faz. E da soja que morreu. E do feijão que não prosperou. E do gado
que não tem água. E da quebra na produção do leite e da carne. E do aumento dos
preços do tomate e do alface. E alguns chorarão na tevê pelo prejuízo que
tiveram. E todos ficarão tristes porque a tristeza estará no ar.
E
a chuva chegará e lavará as calçadas. E será suficiente em algumas áreas e
faltará ainda em outras. E os dias seguirão como devem seguir. E nem todos
ficarão contentes. Alguns resmungarão uma falta aqui outra acolá. Mas isso não
será notícia no telejornal. Para aparecer na tevê tem que ter impacto. A
impaciência de um só não é notícia. A infelicidade de um só não dá ibope.
19/07/2015
Arroz com leite
Tenho uma querida amiga que adora
arroz com leite. Arroz doce, dizem alguns. Não importa. Vez por outra, ela
posta nas redes sociais pedidos de arroz com leite. E não é que vez de vez em
quando ela recebe em sua loja algum
visita trazendo uma provinha da iguaria. E, publicamente, agradece o agrado,
abrindo brechas para futuras ações semelhantes.
Tenho
uma amiga que não tolera arroz com leite. Ela é vegana. E, como se sabe, não
consome produtos oriundos de animais. Nem mesmo um gostoso arroz com leite,
caprichosamente feito com cravo e canela, coberto por um porção generosa de
canela em pó, a seduz. Pensa menos na satisfação gustativa e mais no sofrimento
causado aos animais pelos exploradores humanos.
Polêmica
à parte, dia desses me aventurei a tentar imitar minha mãe, que enquanto esteve
aqui neste pequeno e limitado mundinho, foi uma mestra na arte de tentar
agradar seus filhos. E o arroz com leite, simples e gostoso, era uma das
fórmulas que lançava mão de vez em quando.
Como
não disponho de tantas informações culinárias em meu currículo, como todos os reles mortais de nosso tempo, busquei na
internet algumas receitas. Jamais imaginei que algo tão simples fosse variar
tanto. Há tentativas das mais diversas, incluindo coisas requintadas e
rebuscadas, tentando tornar o simples em algo classudo. É claro que os gostos
variam de acordo com a região do país. Há os que apostam no leite de coco, nas
doses cavalares de açúcar e em um ou outro ingrediente.
O
certo é que a primeira tentativa não foi digna de elogios. Por um capricho do
destino ou, para ser mais correto, por um erro do cozinheiro, arroz, leite e
açúcar não se entenderam na panela. E o gracioso arroz com leite ganhou uma
consistência estranha, especialmente quando acondicionado num pratinho e
colocado na geladeira. Nunca vi arroz tão endurecido. Para aumentar a maldade,
sugou o leite que o cobria.
Nova
tentativa fiz dia desses. Aumentei o tempo de cozimento do arroz, reduzi
consideravelmente a quantidade de açúcar e de leite. E o resultado foi um pouco
melhor. Um pouco melhor, eu disse. Nada de espetacular, como era minha
expectativa. Como entendo que devemos ser caridosos conosco mesmos,
resignei-me. Não fiquei matutando muito sobre a frustração causada pela
aventura culinária. Uma xícara de café preto ajudou a mascarar um ou outro
defeito.
09/07/2015
Conversa fiada
Iniciar uma
conversa fiada é uma das tarefas mais fáceis. Basta que se jogue aleatoriamente
ao céu algum assunto. Qualquer um. Sério, como a crise na Grécia; divertido,
como a repercussão na rede social de alguma baboseira qualquer; científico,
como a múltipla existência dos seres e seus processos de aperfeiçoamento ao
longo das etapas vivenciais ou o insuperável chavão masculino sobre o
desempenho dos times do Estado na tabela do Brasileirão. Enfim, se a inspiração
for por demais rasteira, basta que se lance mão do velho e surrado tempo. Vai
chover? Vai parar de ventar? Como o tempo passa depressa, né? Parece que foi
ontem que o ano começou, não é? E a semana? Passa sem que a gente sinta. Mal
termina a música do Fantástico e já é sexta-feira. Parece que tudo está
correndo. Não se nota o dia passar, a semana, o mês e o ano.
Alguém
que, por ventura vai passando por ali, interessado no assunto que pescou no ar,
valendo-se de seus conhecimentos filosóficos pode mesmo dizer: “o tempo não
existe”. E emendar outras assertivas complexas, porém lógicas. “O tempo é mera
abstração. É uma invenção humana. Vivemos todos uma realidade fictícia,
virtual. Criamos o relógio para aprisionar o tempo. Porém, ele foge, ele não se contém, ele não respeita
nossa vontade”.
A
conversa fiada não requer métodos. Vale perguntar e responder, vale indagar
coisas desconexas na mesma conversação. Enfim, tudo tem algum sentido no
aparente caos. Ela é sedutora. Pode
mesmo vencer o limitado círculo imposto pela geografia. Não é incomum que a
conversa fiada de um grupo avance e ganhe vida. E conquiste outros adeptos, até
então imunes ao blá-blá-blá alheio.
Pensando
melhor: uma conversa fiada, iniciada assim de maneira despretensiosa com o
sutil objetivo de distrair o tempo, de romper o silêncio ou preencher o vazio,
na realidade, pode derivar sim para outro terreno. Este mais denso e mais
sério. Basta que passe por ali um destes
apaixonados pelas questões filosóficas, espirituais ou transcendentais, que levam
a sério até mesmo singelas fórmulas
antigas como “como vais?”, “tudo bem?”.
04/07/2015
A Ira
No princípio, as redes sociais
tinham como objetivo conectar as pessoas. Assim, através de meia dúzia de
pesquisas descobriam-se colegas de ginásio, vizinhos antigos que tinham partido
e não davam mais notícias há anos ou décadas. Talvez um antigo amor que se
perdeu no tempo e no espaço. Membros da família que tinham se desgarrado. Foi
uma verdadeira revolução de costumes. Era a descoberta de uma ferramenta de
fácil utilização. O finado Orkut, que durou 10 anos, foi a pré-escola das redes
sociais. Compartilhar fotos da infância e os acontecimentos mais marcantes da
semana era o que se queria. Assim, a rede era pouco mais que um álbum de fotos.
O ápice foi a criação de comunidades com seus nomes e objetivos estranhos. Sem
contar na possibilidade de manter uma agenda atualizada com os aniversários dos
amigos mais próximos e dos nem tão próximos assim.
Os
tempos hoje são bem outros. É claro que muitos se valem das redes atuais no
mesmo intuito do primitivo Orkut. Desejam encontrar pessoas, estabelecer
contatos, compartilhar seus momentos mais felizes e, em alguns casos, expor
suas lamúrias, suas contrariedades e estranhezas.
Porém,
às vezes, o mundo virtual tem se transformado em ringue. O hábito de
compartilhar e comentar nas redes sociais pode virar um tormento. Verdadeiras
guerras têm se estabelecido por coisas que não são assim tão importantes. Dedos
nervosos estão, em muitos desses casos, a serviço da intolerância, da discórdia
e de uma boa briga. E o que apimenta o ambiente são as questões relacionadas à
religião, à política e ao futebol.
Em
relação à religião sabemos que todos os livros sagrados e todas as filosofias
de vida pregam com todas as palavras como ponto forte para o crescimento
espiritual dos seres a tolerância. Ou seja, aceitar o outro com suas
características próprias. A pauleira come solta exatamente porque os
internautas se colocam como deuses e do alto de suas sabedorias começam a
determinar exatamente o que cabe e o que não cabe. E um bate papo banal vira um
caldeirão de xingamentos. E, no final das contas, a raiva vence.
Neste
ambiente irado prospera também a intolerância política. Notícias falsas, ódios
represados, interesses conflitantes vão gerando intrigas e mais intrigas. Noto
que amigos calmos, tranquilos e, aparentemente equilibrados, transformam-se em
gladiadores no mundo virtual. Seus dedos lançam mísseis que tendem a eliminar o
argumento do outro, transformando a rede social numa guerra desnecessária.
comentários irados atingem o humor do indivíduo. Por conta disso, tenho reduzido ao máximo o tempo gasto no mundo virtual. Muito embora seja inevitável o acesso às redes sociais nos dias atuais, ninguém é obrigado a respirar este ar tóxico. Buscar um ar mais saudável é uma obrigação que me imponho.
Mais sobre o tema:
Estudo sobre expressar raiva
Intolerância nas redes sociais
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