Eis que, dentro de alguns meses,
poucos meses, teremos eleições novamente. Prefeitos, vice-prefeitos e
vereadores serão escolhidos em todo o país. O barulho será o mesmo de sempre: a
oposição mostrando que os governantes não acertam o passo e que o plano de
governo mais condizente com o futuro almejado pelo povo é aquele que estão
apresentando. O novo, o certo, aquilo que as pessoas precisam para uma vida
feliz.
27/06/2016
07/06/2016
Novos Tempos
O inverno não é tão rigoroso aqui quanto parece. Muito embora o vento geladinho tenha adquirido a mania de vir cantando enquanto atravessa a Costa Gama em direção ao Porto Lacustre, podemos concluir que a temporada mais rude daqui até que se comporta bem. Dá uma bagunçada quando mistura vento e chuva, mas, no mais, é francamente suportável. Ao menos para aqueles que têm umas roupas mais apropriadas, um carrinho para se deslocar pela cidade e região e uma casa bem abrigada. Se tiver uma lareira na sala melhor ainda. Se contar com pinhão e pipoca, um sofá e uma conta no Netflix, a situação fica graúda.
Pior é no Alasca. 40 graus negativos quando tá favorável. Nevasca de vez em quando. Se o freezer não estiver cheio de carne e o depósito com lenha até o teto, a situação será no mínimo preocupante. Tem alguns documentários na tevê que mostram o quanto a vida é dura para os que se arriscam por aquelas bandas. A natureza lá não manda recados sutis. Os homens que lá vivem, acostumados com a rudeza, uns dias antes da chegada da neve, vão à luta embrenhando-se na mata atrás de veados. Quando a neve chega, seguem por trilhas distribuindo armadilhas para surpreender pequenos roedores que darão menos carne e mais pele. É a sobrevivência. O homem no seu ambiente mais primitivo.
Filme de Terror
O mundo é nossa aldeia ampliada.
Os choros e as lamentações, as alegrias e os prazeres, os medos, os temores e as
seguranças, que se sentem por aqui são os mesmos que se sentem ali adiante. De
algum modo o que se faz por aqui é o que se faz lá e acolá.
Os
trambiques, as maracutaias, as tramoias do andar de baixo se reproduzem nos
andares de cima. Porém, aqui vai um detalhe importante, quanto mais alto o
andar maior o enrosco. Se seu João do Armazém coloca no caderninho alguns centavos
a mais na conta de cada um dos seus clientes, preventivamente criando um fundo
para resgatar os valores perdidos quando um dos caloteiros esquece-se de pagar
a conta no final do mês, nos andares de cima esta conta cresce sobremaneira.
29/05/2016
A Certeza
Timidamente sentado, o aluno da primeira série assiste com
alguma angústia a inquirição da tabuada pela professora de matemática. Fulano:
quanto é três vezes três; Cicrano, quanto é quatro vezes dois? A cada resposta
errada a turma divertia-se. O nervosismo crescia enquanto os colegas da fila
iam respondendo. No íntimo, torcia para que o sinal soasse e fosse poupado de
responder a uma questão. Sabia tudo de tabuada, mas preferia não ser colocado à
prova. Até que não teve jeito. Chegou a sua vez. Quanto é duas vezes dois?
perguntou a professora. Quatro, respondeu na mosca. Tu tens certeza? Silêncio.
Longo silêncio. Tu tens certeza? perguntou de novo a mestra. Cinco, professora!
É cinco! Gargalhada geral.
19/05/2016
Comunicação não violenta
As guerras vivenciadas pela humanidade não nasceram da ação firme dos braços dos guerreiros. Mesmo que o resultado visível sempre tenha sido seja a imposição de sofrimento ao outro, antes disso acontecer houve uma série de atos preparatórios até que fossem empunhadas espadas, lanças e canhões houve e outras armas letais.
Os sangrentos combates foram gerados a partir do pensamento de alguém. Um líder, um guru, um general ou um louco. Um pesadelo, uma noite mal dormida, um sentimento de insegurança, de medo ou até mesmo de superioridade talvez fossem motivos para impulsionar os jogos de guerra. Na linha de frente, alguns dos guerreiros antigos bem se achavam dignos representantes de seus deuses e tinham a obrigação de eliminar os deuses que protegiam os outros. Antes de ferir e aniquilar o inimigo ou entregar-se à morte com dignidade, alguém interpretou os sinais e foi levado a concluir que a guerra era o melhor remédio para mal que se apresentava.
Os sangrentos combates foram gerados a partir do pensamento de alguém. Um líder, um guru, um general ou um louco. Um pesadelo, uma noite mal dormida, um sentimento de insegurança, de medo ou até mesmo de superioridade talvez fossem motivos para impulsionar os jogos de guerra. Na linha de frente, alguns dos guerreiros antigos bem se achavam dignos representantes de seus deuses e tinham a obrigação de eliminar os deuses que protegiam os outros. Antes de ferir e aniquilar o inimigo ou entregar-se à morte com dignidade, alguém interpretou os sinais e foi levado a concluir que a guerra era o melhor remédio para mal que se apresentava.
06/05/2016
O Pensamento
O pensamento é a manifestação genuína do espírito. Ele revela o tamanho espiritual do indivíduo. Constitui na maior liberdade que experimenta o homem. “É pelo pensamento que o homem goza de uma liberdade sem limites, porque o pensamento não conhece entraves. Pode-se impedir a sua manifestação, mas não aniquilá-lo”, diz Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, na questão 833.
Não obstante esta liberdade, não está imune o pensamento de interferências e influências. Os próprios espíritos, com quem convivemos diariamente, podem influenciar nos pensamentos. Conforme Kardec, essa influência pode ser muito maior do que o indivíduo imagina. Na questão 461, de O Livro dos Espíritos, esclarece que “Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar”.
04/05/2016
O Multiverso
Pretensão é uma característica das mais marcantes do homem. Um bovino pasta sem muita cerimônia. Abaixa a cabeça e vai ruminando lentamente. Fica horas envolvido naquela ação. Não gasta seu tempo alinhando filósofos e nem mantendo um diálogo interno sobre a vida após a morte ou se um dia o Grande Espírito reunirá todos os seres e vai prolatar sentenças dando a alguns a glória dos gramados eternos e iluminados ou os fétidos campos de lama e esgoto. Antes que os defensores dos animais joguem pedras e maldições, explico: o exemplo nem é meu. Acho que li isto em Sêneca ou em Erasmo, no seu Elogio da Loucura. Não sei precisar ao certo, mas que li ago assim juro que li.
26/04/2016
Uma Música
Nos combates dos tempos antigos,
quando os guerreiros se postavam frente à frente, a rapidez na resposta
significava a diferença entre a vida e a morte. Reflexos rápidos, sem
hesitação. Esta era a norma vigente. Um embate desses, não obstante o sangue
escorrendo, era uma verdadeira dança. O ritmo era frenético. Reagir na hora,
antecipando o próximo golpe do oponente, constituía-se uma grande vantagem. Um
segundo de incerteza, de imobilidade, de insegurança, uma resposta lenta e não
haveria tempo para o pensamento seguinte. Os olhos, de uma cabeça decepada, bem
que poderiam assistir ao corpo caindo em câmera lenta, antes que o pretume
tomasse conta de tudo.
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