Manter órgãos de imprensa nos pequenos centros é um desafio
diário. Rádios e jornais locais navegam contra a maré, permanentemente. Os
grandes anunciantes preferem gastar muito dinheiro nas redes nacionais e
regionais. Criam, com isso, um padrão. Não importa se o indivíduo está nos
interiores do Nordeste ou enfrentando o outono às vezes frio e às vezes quente
no Sul do país: todos sabem que ingresso para o Rock in Rio tem lá no Posto
Ipiranga.
A
verba se esgota na rede nacional. Dá visibilidade. Vende bem. Afirma a marca.
Uma corrida pelas ruas da cidade, um circuito pelas lagoas, um show de jovens
talentos na praça da cidade, uma campanha de solidariedade ou uma iniciativa qualquer importante dentro
de uma comunidade não seduz o grande anunciante nem a grande mídia. Ali não
está o Posto Ipiranga.
A
dificuldade aumenta quando a crise aperta. Na província então, o aperto é
sentido com maior intensidade. A primeira ação de um pequeno empresário é não
confiar em publicidade. Em sua
contabilidade verá publicitária como gasto nunca como um investimento. E há
razões concretas para isso: há encargos e mais encargos, custos fixos e
variáveis que crescem sem o necessário crescimento das vendas e uma série de
outros eventos que os administradores têm na ponta da língua. Enfim, um ciclo
que parece nunca acabar.






