Um filme, uma
música, uma pintura, uma obra de arte qualquer vai além da câmera, das luzes,
dos enquadramentos, da edição, da partitura, do arranjo, do ritmo, ou da tela,
dos pincéis e da moldura. O expectador assiste a um filme não como se residisse
ali alguma falsidade, alguma interpretação. A história existe por si só. Ela é
viva. Ficção científica, comédia, drama. Não importa: há verdade, dor, riso,
sofrimento e tudo o quanto os personagens revelam nos diálogos, nos atos e nos
gestos.
Uma pintura
bucólica deixa de ser uma simples pintura quando recepcionada por um olhar
acolhedor e sincero. A tinta deixa ser tinta. Ganha vida. Envolve e convence.
Emociona se o sujeito assim permitir.







