Política e futebol são dois
assuntos dos mais atrativos. São duas artes onde a criatividade dos atores se
revela. Há política em tudo. A vida diária das pessoas comuns é influenciada
pela política. O indivíduo pode gostar ou não, pode entender ou não: não
importa, a política vai influenciar no seu dia a dia. É o preço do combustível,
o falho sistema de saúde, a falta de professores nas escolas, a definição de
regras para mercado, o torniquete que
aperta o pescoço do trabalhador. Enfim, os políticos influenciam sim no ânimo
coletivo, nos sonhos, nas ansiedades, nos planos ou na falta de planos e
perspectivas, gostemos ou não.
O
futebol, importante para parcela significativa da população, é menos
impactante, é claro. Mas, ainda assim, é arrebatador para muitos. O futebol é
espetáculo, é negócio, é indústria. Mas é, também, paixão. Para muitos é a
própria vida. Não é exagero não. Há quem não saiba grande coisa sobre a vida
nacional, sobre o funcionamento das coisas, mas sabe a tabela do Brasileirão da
primeira à última rodada. Outros gastam
tempo e mais tempo fazendo elucubrações
táticas, prevendo avanço de laterais, cobertura de volantes, atacantes
com funções múltiplas, criando linhas imaginárias no campo defensivo e ofensivo
onde as peças vão se colocando para inviabilizar os perigos que a outra equipe
poderia oferecer.







