Liberdade, igualdade e fraternidade era o lema dos revolucionários
franceses que derrubaram a monarquia e o clero instituindo uma nova
ordem social, política e econômica na França, influenciando toda a
Europa, no final do século XVIII. Dentre as conquistas mais
significativas deste período, destaca-se a Declaração dos Direitos
do Homem e do Cidadão, garantindo, assim, que um ser humano não
deve ser tratado pelo Estado de forma autoritária.
Apesar de consolidado em todo o mundo, o lema vem sofrendo um
desgaste significativo nestes anos de Nova Era. A pátria que o
concebeu, a França, está batendo cabeça. Respeitar tão largos e
abrangentes princípios tem sido um tanto quanto desafiador. E o que
vem causando este tumulto é justamente a busca por uma vida melhor,
mais humana, mais compreensiva e por maiores oportunidades de futuro
por milhares de pessoas que fogem de zonas de conflito. Em tese, a
França é o melhor local no mundo para isso. Os franceses, no
entanto, não vêm pensando dessa forma. Cada imigrante significa o
acirramento na disputa por vagas no concorrido mercado de trabalho e
no atendimento nos serviços públicos. Como o dinheiro é finito,
sobram problemas e carecem soluções.







