O pensamento até que tem alguma lógica: surge uma doença,
pesquisadores analisam o caso, laboratórios investem pesado e
desenvolvem um remédio. Uma revista científica publica o trabalho
assinado por um escritor. O médico receita a medicação. O paciente
toma. E a doença vai embora.
Assim deveria ser. Porém, nem sempre é assim que ocorre. Existem
inúmeros alertas de que esta tabelinha entre doença, pesquisa,
desenvolvimento de medicação e cura não se estabelece como
deveria. O mais contundente deles é de Robert Whitaker, jornalista
americano, escritor especializado em medicina e ciências, que
publicou quatro livros sobre o tema e venceu inúmeros prêmios de
jornalismo nos EUA. Segundo ele, a indústria farmacêutica investiu
na relação com a psiquiatria e o que se vê hoje é uma sociedade
altamente medicada e sem uma resposta positiva para os transtornos
que atingem o ser humano.







