As
expressões certo e errado carregam uma aura de objetividade
raramente encontrada em outros termos. Pode-se dizer com quase
certeza que todas as pessoas sabem exatamente o que é certo e o que
é errado. Ou,
pelo menos, acham que sabem. No dia a dia, o senso de julgamento leva
as pessoas a definirem exaustivamente todas as situações para os
escaninhos do certo e do errado. Acostumados estamos a analisar, a
sentenciar, a decidir sobre as condutas humanas. Porém,
olhando-se com atenção a paisagem que nos cerca e o andar da
carroça, nota-se que entre saber o que é certo e o que é errado e
fazer aquilo que convém vai uma distância abissal.
Como
tudo na vida tem explicação, tenta-se, de algum modo, encontrar uma
resposta para este enigma. O certo nasceu na língua latina como
“certus”,
determinando
aquilo que é
seguro, determinado e garantido. Ou
seja, não há muito espaço para variações. Como dirira o poeta “o
certo é o certo”. O
termo errado também tem como origem o latim. Vem de “erratus” e
está relacionado a situações de falhas, imperfeições,
desajustes, enganos e inadequações.






