O ex-presidente Lula utiliza com rara maestria a linguagem do futebol para explicar os fenômenos da política e da economia. Confesso que não sou um ardoroso defensor do reducionismo futebolístico. Porém, como se sabe, nada conquista tanta simpatia entre os brasileiros do que o distinto esporte bretão. Dentro de um barraco da favela carioca, nas casas rodeadas de jardins de inverno da serra gaúcha, nos casarões existentes dentre os muros dos condomínios mais pomposos do país, residem os técnicos mais inteligentes do futebol brasileiro. Jamais perderam uma partida, conhecem todos os atalhos para a vitória e identificam a quilômetros a burrice dos luxas, dos falcões, dos renatos e dos tites.
