“Quando eu era criança o cheiro de maçã verde era tão forte que tomava conta de toda a casa”, disse a jovem trabalhadora, lembrando, em seguida, que as maçãs de hoje não têm o mesmo cheiro das de então. Certamente não têm, disse, me intrometendo na conversa que mantinham os colegas de trabalho. Disse mais, abusando da atenção que me davam naqueles breves instantes, enquanto escolhia batatas, pimentões e cenouras: as coisas no passado não tinham só mais cheiro, tinham sabor e textura diferentes. E não foram só as coisas que mudaram. Mudamos nós.
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28/06/2014
12/06/2014
A inexistência
A ideia é
instigante, mesmo que possa servir para zombarias. Uma análise mais
apurada, no entanto, permitirá que se admita como possível algo
impensável num primeiro momento. Falo de uma das tantas teorias que
existem por aí e que procuram explicar o funcionamento do mundo e o
andamento das coisas por aqui. Talvez tenha lido em algum lugar
quando procurava algo sobre a existência. Na minha cabeça ficou
sendo a teoria da inexistência. Confesso que, apesar de consultar os
meios existentes, não mais a encontrei. Apesar disso, a considero
uma ideia interessante. Vale a pena perder alguns minutos para pensar
sobre ela.
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