Recebi dia desses um e-mail onde um suposto Luís Fernando Veríssimo analisava o Big Brother. Analisava não, descia o cacete sem piedade, sem misericórdia. Criticava a Globo, o Bial e todos os que protagonizam o triste espetáculo televisivo. Li uma ou duas frases. A conclusão foi rápida, não era o LFV, muito embora embaixo do texto seu nome aparecesse com destaque. Havia sangue demais, indignação demais. Nada de humor, nada de sutileza. Tudo revelado sem meias palavras, sem aquele conhecido sentido oculto que ele habilmente imprime em suas obras.
Um professor universitário disse certa vez que, quando nós, acadêmicos de Direito, estivéssemos perdendo a discussão jurídica, deveríamos jogar algumas palavras na boca de Rui Barbosa e xeque-mate! O conselho, se rasteiramente analisado no âmbito jurídico, induzia a um comportamento desonesto, também conhecido como 171 ou estelionato. A desfaçatez, a esperteza a nosso serviço. Lição de desonestidade na sala de aula.







