O impacto causado pelas novas tecnologias na nossa vida é imperceptível, de imediato. Para atingir esta consciência sempre é necessário que voltemos no tempo e analisemos como a vida era diferente há alguns dias atrás, sem a existência do aparelho tecnológico em questão.Não faz muito tempo, Osório tinha meia dúzia de telefones residenciais. Atrás destes aparelhos havia uma central telefônica e uma competente telefonista que interligava os comunicantes colocando os plugs nos devidos ramais. A telefonista, se desejasse, seria a pessoa mais bem informada da cidade, pois tinha a possibilidade de ouvir tudo o que era comunicado pelo telefone.
A interatividade nos meios de comunicação era quase zero. Ouvinte se manifestava através de recados, cartinhas, deixados numa urna, ou, ainda, ao vivo no estúdio. Osvaldo Aguiar, na Rádio Osório, lutava para colocar no ar os pedidos musicais do ouvinte, sempre pelo telefone. Nos corredores da rádio havia o temor de que o ouvinte não soubesse se comunicar e falasse algo impróprio.
No início dos anos 80, o sistema de comunicação sofreu uma grande alteração. Ainda assim o telefone era um produto para poucos, tanto que a posse de uma linha era declarada no imposto de renda, pois era um bem de valor.






