Há mais de ano minhas crônicas, publicadas aqui no Jornal Bons Ventos, são postadas no meu blog. Foi a forma que encontrei para reunir todo o material produzido ao longo de mais de dois anos. O sucesso foi surpreendente. Não suficiente para me tornar uma personalidade do mundo virtual, é claro, nem para trazer quaisquer dividendos financeiros. Porém, através da web, as ideias ganham o mundo, chegando a locais antes inimagináveis. É o pensamento viajando, rompendo fronteiras, projetando-se além do físico, tal qual faz nossa alma em nossos sonhos.
Diferentemente da prática que me impus, hoje subverto a ordem e publico uma coluna que nasceu para o blog, num tema que é muito caro: a imortalidade.
A Imortalidade do Fantasma*
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| Fantasma- Reprodução |
Não tinha como adquirir revistas em quadrinhos, naqueles anos 70. Assim, restava encontrar alternativa para não ficar distante daquela febre infantil. Uma delas era passar na Miscelânia, um sebo de propriedade do Mick, onde furtivamente folheava os gibis enquanto tentava disfarçar dúvida na escolha do produto, que nunca seria comprado.
Outra forma concreta era a herança. Em algumas casas do Centro da cidade era costume descartar os gibis antigos colocados estrategicamente perto da calçada. Uma das residências onde se juntavam preciosidades era a do professor, ex-prefeito e deputado Romildo Bolzan. Mais de uma vez meus olhos brilharam diante de preciosidades como Tio Patinhas, Recruta Zero, Madrake e O Fantasma ali na calçada ao meu alcance.







