Um debate vez por outra não faz mal a ninguém. Se for sobre
algo irrelevante é até divertido. Quem jogou mais: Pelé ou Maradona; Maradona
ou Messi; Pelé ou Messi? Se a discussão envolver gente mais vivida, que teve a
honra de assistir, mesmo em videotape ou nos documentários do Canal 100, no
cinema, Pelé ganhará de lavada. Se o debate for na terra de Gardel, o caso muda
de figura. Racionalmente, porém, sabemos que não dá para comparar coisas de
grandezas diferentes, de tempos diferentes. Como se dizia há algum tempo: cada
um no seu quadrado.
Nos
dias atuais, no entanto, há um fascínio exagerado, quase obsessivo, de manter
discussões intermináveis sobre determinadas questões que parecem ser os grandes
problemas de humanidade. O tatame onde estas quase lutas se arrastam são as
redes sociais. Uma das técnicas mais usadas nesta guerrinha virtual é
desqualificar radicalmente o argumento do outro. Se houver insistência: soltar
o verbo recheado de impropérios, procurando criar constrangimento ao oponente.







